Sunday, May 20, 2007

A metáfora do beijo no final

postado em 11/01/2005

Existem pessoas que entram na nossa vida como se fossem seres angélicos só pra nos dar uma iluminada, uma balançada, uma sacudida, uma renovada! Só que a sensação que elas nos causam é tão intensa que às vezes a gente passa a querer sua presença mais constante ou mais profunda. A gente não entende que o tempo necessário foi apenas aquele, que a missão foi curta e que elas devem seguir com seus papéis corriqueiros. A gente também desempenha estes papéis angelicais eventualmente. Conheci várias pessoas assim, e cada uma ficou determinado tempo na minha vida de acordo com a missão em relação a mim ou vice-versa.

Perto do meu aniversário recebi um presente destes. Nosso envolvimento, apesar de breve, foi muito intenso e marcante. Foi como uma lâmpada incandescente de 1000 Wats que se acendeu e rapidamente se queimou, ou como um cometa que rasgou o céu, deixou um rastro brilhante mas desapareceu no infinito. Foi apenas um momento mas foi delicioso, intenso, inesquecível! Me deixou com água na boca, querendo mais, desejando algo que não poderia ter. E se durante um tempo eu não entendi e desejei sua presença mais do que podia, foi por não compreender que se tratou de um anjo que apenas passou na minha vida. Um anjo lindo, sexy e charmoso.

A mudança que ele me causou foi tão intensa como a brevidade do momento. Só aí pude entender os finais dos contos de fadas e finalmente compreendi a metáfora do beijo do príncipe que desperta a princesa adormecida. Porque, independente de quantas ele já beijou, só uma estava adormecida e teve o privilégio de ter sido despertada.

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